2008/02/28

Palavras com BI

Bia
bebida
bico
cabide
biberão
bilha

2008/02/25

O Oceano Indico

O Oceano Indico


Olá,

Querem saber mais sobre o Oceano Indico!!!! Então leiam com atenção esta pesquisa que nós efectuamos!!!


O Que constitui o Oceano Indico?
O Oceano Índico engloba o Canal de Moçambique, o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico, o Mar da Arábia, o Golfo de Bengala, o Mar das Ilhas Andamão e a Baía Australiana; ao sul, seu limite é o paralelo 69, entre os meridianos do cabo das Agulhas (África do Sul) e da Tasmânia (Austrália). Trinta e seis países litorâneos fornecem acesso marítimo a outros onze países sem saída para o mar.

Recursos do Oceano Índico.
Os recursos desse oceano são o petróleo e minérios como a platina, o manganês, o vanádio e o crômio, só encontrados na África Austral e na antiga URSS. Em razão dessa enorme riqueza, o oceano Índico tornou-se alvo de grande interesse para os países ocidentais industrializados e o Japão, preocupados especialmente com a extração e o transporte da matéria-prima.

A Vida Nos Mares: Oceano Índico
Ao dobrar o Cabo das Tormentas, Vasco da Gama deparou-se com o mais cálido dos oceanos…
O oceano Índico começou a formar-se após a desagregação do super-continente Gondwana e apresenta o aspecto actual há cerca de 36 milhões de anos.
É o terceiro maior oceano, a seguir ao Pacífico e Atlântico, ocupando uma área aproximada de 73.600.000 km2.
Comparado com estes dois oceanos, é o mais recente e aquele que possui menor número de mares adjacentes. Entre estes, encontram-se o Mar Vermelho, o Mar da Arábia e o Mar de Andaman.

Um Nascimento Difícil
Apesar da formação do Oceano Índico se ter iniciado há 125 milhões de anos, a sua configuração actual só ficou estabelecida 90 milhões de anos mais tarde. Em termos geológicos, este oceano é o mais recente de todos.
Com as alterações da terra e do mar nos continentes da África e a Península Arábica faz com que estas porções de terra estejam a afastar-se, aumentando a área do Mar Vermelho. Daqui a milhões de anos este mar atingirá as dimensões actuais do Oceano Atlântico.
Outra característica do Índico é a Crista Noventa Este, localizada sobre o meridiano de 90ºE, que constitui a maior cadeia montanhosa linear com mais de 4.500 Km extensão.

As Monções
O Oceano Índico difere do Atlântico e Pacífico pelo facto de estar rodeado de terra a Norte, a uma latitude ligeiramente acima do Trópico de Caranguejo. Deste modo, devido à proximidade do Antárctico a zona Sul do Índico é fria, enquanto o Norte é quente e sofre influência das monções.
O que são as Monções?
As monções são ventos que mudam de direcção sazonalmente, devido às diferenças de temperatura entre o oceano e os continentes. Durante o Verão do Hemisfério Norte a terra aquece, provocando uma subida de ar sobre o continente asiático. Este fenómeno faz então soprar ventos do mar, com direcção de Sudoeste (Monção de Verão ou de Sudoeste), dando origem à época das chuvas. No Inverno o processo é inverso, o Índico é mais quente do que a terra, o que provoca ventos frios e secos de Nordeste (Monção de Inverno ou de Nordeste).


As monções originam um complexo sistema de correntes no Oceano Índico. A principal característica que distingue este oceano dos restantes, é a mudança de direcção das correntes superficiais, na zona sujeita às monções.
Durante esses períodos, o sentido das correntes é dominado pela direcção do vento. A fase de transição de uma monção para outra é bastante rápida, ocorrendo num intervalo de 4 a 6 semanas, em Abril e Outubro. Como o vento muda mais rapidamente do que as correntes marinhas, formam-se, durante estes períodos, vários vórtices quentes e frios, antes da adaptação ao novo regime de ventos.

Habitat do Índico
O habitat do Índico corresponde, em termos climáticos, a uma zona conhecida como Índico Tropical. A temperatura do ar ronda os 25ºC e a humidade é elevada, ocorrendo várias tempestades tropicais. Este fenómeno é fielmente reproduzido através de sons de trovões e de artefactos, como o vento e a chuva.
A temperatura da água neste habitat tropical está acima dos 20ºC, durante todo o ano, propiciando a construção de recifes de coral. Na verdade, corais existem em todos os oceanos mas apenas na zona tropical constroem recifes.

Assim, o Índico é caracterizado pela existência de várias ilhas coralinas, estando neste habitat representado, do ponto de vista geológico, as Seychelles. As praias arenosas, cobertas de vegetação luxuriante, escondem uma enorme variedade de aves, que se advinham pelos sons perfeitamente audíveis.
Recifes de Coral
Os recifes de coral são estruturas complexas, formadas principalmente por corais (cnidários), mas com a contribuição de algas coralinas, moluscos e outros organismos que secretem esqueletos de carbonato de cálcio.
Os corais que formam recifes diferem dos restantes por possuírem, no seu interior, algas fotossintéticas que fornecem energia essencial para o crescimento do animal. É por esta razão que estas estruturas estão confinadas às zonas tropicais, com temperaturas médias anuais acima dos 18ºC.

Pela mesma razão, os recifes estão limitados aos primeiros metros de água, pois a profundidades superiores a 50 m a fraca luz não permite o seu crescimento.

Oásis no Deserto Aquático
Os recifes de coral caracterizam-se pela grande diversidade de formas de vida. Embora apenas representem menos de 0.1% da superfície do planeta, albergam cerca de 1/3 das espécies descritas. Num único recife da Grande Barreira de Coral, a maior estrutura construída por seres vivos, foram recenseadas cerca de 500 espécies de peixes.
A elevada biodiversidade deve-se à protecção que o recife proporciona e à quantidade de alimento existente nestes locais, quando comparadas com as águas circundantes. A produtividade primária de um recife de coral pode ser 100 vezes superior à das águas oceânicas, pois a zona tropical é pobre em nutrientes. Assim, os animais que vivem num recife possuem uma grande especialidade trófica, o que permite a regeneração eficaz de todos os nutrientes.
A transparência da água nesta zona, como consequência da falta de nutrientes, contrasta com a exuberância de cores dos habitantes do recife, tornando estes locais dos mais belos do planeta, mas também dos mais sensíveis e ameaçados.
Nas águas quentes e límpidas das regiões tropicais proliferamos recifes de coral, que chegam a cobrir extensas áreas. Os corais, pequenos animais primitivos que vivem em colónias, estão na origem destas verdadeiras obras arquitectónicas, edificadas a partir da sucessiva sobreposição dos esqueletos calcários segregados por estes animais. As condições ambientais são favoráveis ao aparecimento de uma imensa diversidade de formas de vida que competem e lutam permanentemente pela sobrevivência, adoptando as mais fascinantes estratégias de ataque e defesa. Constituindo ecossistemas de beleza única, os recifes coralíferos estão actualmente ameaçados pela poluição e pela acção devastadora do homem, que os explora com fins turísticos e comerciais.


Floresta de Mangal
Os mangais são comunidades constituídas por angiospérmicas, adaptadas a viverem em água salobra ou salgada, que em comum partilham a tolerância ao sal. Este tipo de vegetação domina a maior parte da zona costeira tropical e sub-tropical, representando cerca de 0,6% da vegetação terrestre total. A sua designação abarca cerca de 75 espécies, que se traduz numa grande diversidade de formas, desde de pequenos arbustos, a árvores de 40 m de altura.
O peculiar sistema de raízes dos mangais, proporciona-lhes um conjunto de vantajosas adaptações para suportarem o sal e a falta de oxigénio existente no lodo onde se fixam. Contém raízes aéreas, com poros “respiratórios”, que através de tecidos especiais, permitem a difusão de oxigénio para as raízes subterrâneas.
Algumas espécies possuem um sistema de raízes que, através de membranas especiais, consegue filtrar o sal. Este processo é tão eficaz que permite uma pessoa beber água doce de uma planta, apesar de estar num solo salino. Outras árvores de mangal, em vez de filtrar o sal antes de entrar em circulação, excretam-no através de glândulas localizadas nas folhas, nos ramos e nas raízes.

As florestas de mangal têm uma grande diversidade biológica com a particularidade da mesma árvore albergar uma comunidade tipicamente terrestre e outra tipicamente marinha. Nas copas vivem macacos, cobras e aves, enquanto que nas raízes podemos observar peixes, caranguejos, tartarugas e manatins.
Manatins
Os mangais prestam vários serviços, pois a forma das suas raízes servem como armadilhas de sedimentos, que protegem a costa contra a erosão provocada por tempestades e rebentação das ondas. Ao mesmo tempo, evitam que estes sedimentos cubram os recifes de coral e pradarias de ervas-marinhas. De salientar que este sistema de raízes também propicia uma zona de águas abrigadas, que muitas espécies de peixes de coral escolhem como maternidade.

O que é uma pradaria de ervas-marinhas?
A pradaria de ervas marinhas é uma zona que precede o mangal e fica apenas a descoberto (total ou parcialmente) durante os períodos de maré baixa. Caracteriza-se por apresentar um substrato lodoso coberto pela fanerogâmica Halodule wrightii.
Apresenta uma rica fauna associada de invertebrados (esponjas, poliquetos, crustáceos, gastrópodos, bivalves, ascídeas) e é frequentada, em maré alta, por numerosos peixes de diferentes espécies.


As plantas de mangal desenvolveram estratégias reprodutivas que lhes garatem maior probabilidade de sobrevivência e facilitam a dispersão. As sementes germinam na árvore progenitora, acumulando nesse período substâncias energéticas. Posteriormente, as sementes caem dispersando-se pelo oceano. A semente é bastante resistente, aguenta longos períodos no mar, que podem chegar a um ano e continuar viável. No caso da Rhizophora, a semente tem uma forma especial que lhe permite flutuar virada para cima. Assim, quando as raízes tocam no solo, a planta fixa-se e começa a crescer.

Conclusão

A superfície da terra encontra-se coberto cerca de 2/3 da sua extensão por uma vasta massa de água continua que forma na realidade um único e gigantesco oceano, Este sofre algumas alterações de salinidade, temperatura e outros factores, consoante nos encontramos próximos do Equador ou dos pólos.

Do litoral às profundezas dos abismos, os Oceanos acolhem as mais variadas formas de vida, sempre adaptadas às condições ambientais onde se inserem.
As zonas tropicais de águas mais quentes, onde a quantidade de alimento disponível é geralmente maior, são normalmente mais ricas em espécies do que as zonas temperadas.



Pesquisa efectuada por: Ana Raquel e Bárbara Resende 4ºB

2008/02/20

Tão importante ter água no nosso Planeta...


Sabias que no dia 22 de Março se comemora o Dia Mundial da Àgua?Mas para serve um dia a pensar na água?É importante ela existir?Devemos proteger e poupar este recurso?Porque?
A àgua é um bem essencial à vida,talvez o recuso mais precioso da Terra.Sem ela a vida não seria possível,porque todos os seres vivos precisam dela para sobriviver.Já imaginaste a Terra sem água?Não existia oceano,nem árvores, os animais morreriam à sede...

De toda a água existiam no planeta apenas 3% é água doce,ou seja,água que depois de tratada poderia ser utilizada pelo homem.Mas muita dela está nos pólos em forma de gelo...e apenas 1% está nos rios,lagos e em poços subterrâneos-é esta pequena porção que podemos então utilizar.

Apesar de ser pouca,muitas pessoas não pensam nisso e deitam lixo ou produtos perigosos para os rios,outros gastam sem ncessidade...Será que esta água um dia pode acabar?

E será que todos pensam nisto?Talvez não,mas contamos contigo para ensinares os mais velhos...

Edí Luís e Pedro Santos 4ºB

2008/02/18


A Compostagem



A compostagem é uma mistura de produtos que não se pode reciclar é mais restos de comida como :cascas de banana,restos de maçãs e muito mais.

O que nós não podemos meter são os alimentos cozinhados nem outros residuos como,plásticos, metais, vidro mas não só esses.

O que devemos fazer para aguentar a compostagem é não deixar que os residos fiquem muito húmidos ou muito secos, temos de deixar mais ou menos molhada mas não tanto porque depois em vez de fazer uma compostagem fica uma pasta natural e assim não ajudamos o ambiente só desajudamos.

Como conservar comida sem chamar os bichos nem causar maus cheiros!

Podemos conservá-la numas tábuas velhas, arames ou contentores especiais para a compostagem mas não val a pena estar a gastar dinheiro quando se pode conservar comida em vários sitios.

Nós estivemos a fazer compostagem na nossa escola e o senhor da Câmara Municipal de Palmela explicou-nos como reciclar restos.

Isto é o que se chama "Cuidar do ambiente".

Reciclar é o que está a dar!!!

Ecopontos:

EMBALÃO-METAIS E PLÁSTICOS.
VIDRÃO-VIDRO
PAPELÃO-PAPEL E CARTÃO
PILHÃO-PILHAS

INÊS GALAMBAS 4ºB

2008/02/15

"A Aula Divertida"

A Aula Divertida




Na Terça-feira vieram cá uns senhores que se chamavam António e Alexandér.Eram muito simpáticos conosco e tinham regras para que todos nós nos pudesse-mos respeitar uns aos outros e para nos entenderem com facilidade.

Fizemos coisas muito divertidas e engraçadas.Primeiro fizemos um jogo que era assim:Tinhamos de escrever o nsso nome(primeiro) com tintas imaginárias e pinceis imaginárias.Tinha de estar escrito por toda a sala até se podia escrever no chão.O segundo jogo consistiu em pares que tinham de escrever o seu nome letra a letra até acabarem,começavam de novo mas cada vez que acabavam uma letra ficavam em estátua e o seu par ia buscar o pincel e fazia a outra do seu nome e assim adiante.O terceiro jogo e ultimo era a senhora que escolhia o menino ou a menina para escrever a primeira letra do seu nome,e tinham de escrevê-la com uma parte do corpo que ainda não tinha sido escolhida pelos outros colegas e quando acabasse de escrever ficava em estátua.
Depois estivemos a observar dois quadros que eram muito diferentes. O primeiro quadro era muito escuro e mostrava uma guerra e o outro era muito colorido e cheio de imaginação.
Estivemos a fazer um desenho com pastel que parecia lápis de cera e aprendemos que a mancha livre é um desenho sem contorno, quer dizer, só se pinta e o contorno é tudo o que está no exterior do desenho.
Este dia foi muito giro e divertido mas esta aula foi só até ao intervalo porque tinhamos mais coisas para fazer e para a semana haverá mais!
Ana Raquel 4ºB

Dia dos Namorados - Postais


Aqui ficam os postais que os meninos da turma do 2º/3º B fizeram, para entregar a quem mais amam, no dia de São Valentim!

2008/02/14

O Amor é...


O amor é uma paixão,

Quanto mais roda,

mais corda dá ao meu coração!



Num concurso eu te vi,

Mas derrepente,

apaixonado me senti!


Vou a andar,

E a ti te vi,

Mas derrepente,

poeta me senti!


Na minha grande vida,

Tinha espaço para ti,

Eu apaixonei-me

Mas tonto me senti,

E acabou assim!
André Cândido 4ºB
O meu coração palpita ,
como uma batata frita,
quando te vejo a ti cara bonita,
Cara bonita és tu que iluminas,
o meu coração
quando estou em aflição,
És o meu furacão,
mas não abuses muito,
senão levas o meu coração
És a minha águia fugosa,
convido-te a ti,
para beber uma gasosa,
Gosto de ti cara bonita,
nunca te desiludarei
se me traíres,
nunca te respeitarei.
Pedro 4ºB
O amor é uma luz, uma águia branca,
uma borboleta, que seduz.
O amor tem sabor, tem cor,
O amor é um favor.
O amor é só para comprometidos,
queres ser infiel, não sabes onde
estás metido....
Rafael Crispim 4ºB

O Amor é....

O AMOR É....
O amor é uma emoção que me come o coração,
com as tuas palavras doces que saiem da tua boca,
e que me fazem apaixonar-me por ti,
e com a tua doçura neste dia vou-te
sempre adorar e convido-te para ir ao cinema
ires para festejar-mos este dia.
Quando te vejo, eu fico encantado de tanto
gostar de ti, abre me o coração para me aumentar
a paixão.
Os meus sentimentos aumentaram até
te dar um mega-abraço de tanto gostar de ti.
Eu continuo a fazer tudo por ti porque
encantas-me o coração

A minha Porquinha da India " Lucky"


LUCKY



Mais que brincar com um gato e também muito mais querido que um cão, não voa como um passarinho, mas um hamster não é não!!!!

É a minha Porquinha-da -India! Chama-se Lucky. Tem irmãos, irmãs....

Eu acho que um porquinho- da -India não dá muito trabalho, às vezes os cães e os gatos fazem as "necessidades" por aí, mas ela não! É quem me faz companhia quando não tenho nada que fazer.

Bom... Todos os animais, mas mesmo assim acho que o Porquinho-da India é a melhor solução!


André Cândido 4ºB




O Amor


O amor é a alegria


Que está no meu coração


Quer acreditem ou não


O amor é uma emoção.




O dia de S.Valentim


É o dia dos apaixonados


Há amor


Por todos os lados.




O dia de S.Valentim


É o dia dos namorados


Para os solteiros


E casados.




Há abraços


E beijinhos


Um dia


Cheio de carinhos.




Fim




Bárbara 4ºB

Dia de São Valentim

Olá a todos,

estivemos a falar sobre São Valentim e tradições deste dia.


História de São Valentim
Existem várias teorias relativas à origem de São Valentim e à forma como este mártir romano se tornou o patrono dos apaixonados. Uma das histórias retrata o São Valentim como um simples mártir que, em meados do séc. III d.C., havia recusado abdicar da fé cristã que professava. Outra defende que, na mesma altura, o Imperador Romano Claudius II teria proibido os casamentos, para assim angariar mais soldados para as suas frentes de batalha. Um sacerdote da época, de nome Valentim, teria violado este decreto imperial e realizava casamentos em sigilo absoluto. Este segredo teria sido descoberto e Valentim teria sido preso, torturado e condenado à morte. Ambas as teorias apresentam factores em comum, o que nos leva a acreditar neles: São Valentim fora um sacerdote cristão e um mártir que teria sido morto a 14 de Fevereiro de 269 d.C.
Quanto à data, algumas pessoas acreditam que se comemora neste dia por ter sido a data da morte de São Valentim. No entanto, outros reivindicam que a Igreja Católica pode ter decidido celebrar a ocasião nesta data como uma forma de cristianizar as celebrações pagãs da Lupercalia. Isto porque, na Antiga Roma, Fevereiro era o mês oficial do início da Primavera e era considerado um tempo de purificação. O dia 14 de Fevereiro era o dia dedicado à Deusa Juno que, para além de rainha de todos os Deuses, era também, para os romanos, a Deusa das mulheres e do casamento. No dia seguinte, 15 de Fevereiro, iniciava-se assim a Lupercalia que celebrava o amor e a juventude. No decorrer desta festa, sorteavam-se os nomes dos apaixonados que teriam de ficar juntos enquanto durasse o festival. Muitas vezes, estes casais apaixonavam-se e casavam. No entanto, e como aconteceu com muitas outras festas pagãs, também a Lupercalia foi um 'alvo a abater' pelo cristianismo primitivo. Numa tentativa de fazer uma transição entre paganismo e cristianismo, os primeiros cristãos substituíram os nomes dos enamorados dos jogos da Lupercalia por nomes de santos e mártires. Assim, conciliavam as festividades com a religião que professavam, aumentando a aceitabilidade por parte dos Romanos. São Valentim não foi excepção e, como tinha sido morto a 14 de Fevereiro, nada melhor para fazer uma adaptação da Lupercalia ao cristianismo, tornando-o como o patrono dos enamorados.
Tradições do Dia de São Valentim
Muitas são as tradições associadas ao dia de São Valentim, variando de país para país. Por exemplo, nas Ilhas Britânicas na altura dos Celtas, as crianças costumavam vestir-se de adultos e cantavam de porta em porta, celebrando o amor; no actual País de Gales, os apaixonados trocavam entre si prendas como colheres de madeira com corações gravados, chaves e fechaduras, o que significava «Só tu tens a chave do meu coração». Já na Idade Média, em França e na actual Inglaterra, no dia 14 de Fevereiro, os jovens sorteavam os nomes dos seus pares e estes eram cosidos nas mangas durante uma semana. Se alguém trouxesse um coração costurado na camisola, isso significava que essa pessoa estava apaixonada. Ao longo dos tempos, as tradições de São Valentim foram adquirindo um grau de complexidade cada vez maior. A cada ano que passava, foram-se criando novas tradições, lendas e brincadeiras, como é o caso das mensagens apaixonadas. A tradicional troca de cartões, cartas e bilhetes apaixonados no dia 14 de Fevereiro teve origem na altura da própria lenda de São Valentim, quando este teria deixado um bilhete à filha do seu carcereiro. No entanto, não há qualquer facto que comprove esta lenda. Porém, é certo que, no século XV, Charles, o jovem duque de Orleães, terá sido o primeiro a utilizar cartões de São Valentim. Isto porque, enquanto esteve aprisionado na Tower of London, após a batalha de Agincourt em 1945, terá enviado, por altura do São Valentim, vários poemas e bilhetes de amor à sua mulher que se encontrava em França. Durante o século XVII sabe-se que era costume os enamorados escreverem poemas originais, ou não, em pequenos cartões que enviavam às pessoas por quem estavam apaixonados. Mas, foi a partir de 1840, na Inglaterra vitoriana, que as mensagens de São Valentim passaram a ser uniformizadas. Os cartões passaram a ser enfeitados com fitas de tecido e papel especial e continham escritos que ainda hoje nos são familiares, como é o caso de «would you be my Valentine». Nos dias de hoje, é entre os mais novos que estas mensagens de São Valentim são mais populares, sendo uma forma de expressarem as suas paixões.


Turma 4ºB

Actividades artísticas

Nós tivemos uma aula diferente porque vieram cá à escola uns senhores que se chamavam Alexandra e António. Eles ensinaram-nos um jogo que se chamavam " O jogo dos pintores ". Depois eles mostraram-nos dois quadros. Os quadros eram difrentes : um tinha linhas direitas e linhas tortas. Nós também fizemos um desenho com lápis de pastel. Os lápis parecem lápis de cera mas não são. Eu desenhei o amanhecer. Eu aprendi que há várias formas de fazer um quadro. Eu senti-me contente.

Sara 3ºB



2008/02/12

José Maria Dos Santos

Esta estória, começa no momento que marcou por completo a vida de José Maria dos Santos, e que foi o seu casamento com a baronesa de São Romão. A baronesa possuía diversas propriedades, o que conduziu a que Esta estória, começa no momento que marcou por completo a vida de José Maria dos Santos, e que foi o seu casamento com a baronesa de São Romão. A baronesa possuía diversas propriedades, o que conduziu a que JMS abandonasse a sua profissão de veterinário, para se dedicar à gestão da fortuna que o casamento Ihe proporcionou.

Nesse sentido, procurou adquirir novas parcelas de terreno, que posteriormente arroteava e cultivava, utilizando os métodos mais modernos, chegando a plantar no Poceirão aquela que viria a ser a maior vinha do mundo, e que ocupava uma área de 2400 hectares, com 6 milhões de cepas, com uma produção anual de 20 a 30 mil pipas de vinho.

As transformações que ocorreram em Portugal no período da Regeneração, com a construção de vias de comunicação e a transformação da estrutura fundiária, tiveram como consequência, um acentuado êxodo rural para as zonas urbanas, provocando o alargamento do espaço económico.

Neste sentido, não podemos separar de toda esta mudança, o desenvolvimento agrícola das zonas que se situam perto da capital e de que Palmela é exemplo, com o alargamento do capitalismo aos campos e a abertura da linha de caminho de ferro do sul em 1861. O comboio passou a assegurar o transporte das pessoas e da produção agrícola, onde os solos arenosos propícios para a cultura da vinha contribuíram de forma decisiva para o seu sucesso foi José Maria dos Santos que iniciou os arroteamentos, utilizando novos processos de trabalho, recorrendo a maquinaria para as arroteias e para a plantação da vinha, com recurso adubos químicos, para rentabilizar os lucros da produção vinícola, de forma a satisfazer o mercado interno e externo.

A exploração das grandes propriedades, com carácter intensivo, tinha necessidade de trabalhadores sazonais, uma vez que a mão de obra local não satisfazia as necessidades do mercado de trabalho, o que conduziu à vinda e posterior fixação nesta zona, de populações vindas do litoral beirão e da região do baixo Mondego. Instalaram-se em localidades já existentes, como Pinhal Novo, em casais isolados ou em de novos aglomerados criados para o efeito. Cultivada nas grandes propriedades sob um regime de monocultura a vinha deteve a supremacia económica no concelho de Palmela. A quebra significativa exportação de vinhos, e o alastramento da filoxera por volta de 1872, que destruiu grandes áreas de vinha, entre as quais a da já referida "maior vinha do mundo" que seria posteriormente reconvertida em Pinhal provocou a sua regressão.

No entanto, a situação é inversa no que diz respeito à pequena propriedade, onde se nota uma aposta no incremento na produção agrícola.

Apesar de alguma estagnação nos anos 40/50 do nosso século, assiste-se ainda à expansão da vinha em explorações de menores dimensões, periféricas às grandes propriedades e que ainda hoje desempenham um papel importante na produção vinícola e na economia local.

António José Santos in Jornal do Pinhal Novo, Ano 1, Nº5

Homem de modesta ascendência, José Maria dos Santos tornou-se em poucos anos figura proeminente e poderosa no sector da agricultura Portuguesa no último quartel do séc. XIX.

Mercê de invulgar capacidade de trabalho, de perseverança, de dinamismo, autêntico génio empresarial, onde não faltava a audácia, o pulso de ferro, a bonomia, a visão a longo prazo...

Títulos nobiliárquicos rejeitou-os a eito. D. Carlos, de quem era amigo, pretendeu distingui-lo. Seu nome era o seu brasão, inteligência e trabalho de que justamente se orgulhava.

Licenciado em Veterinária, conta a tradição popular que foi a sua profissão que o uniu à Baronesa de S. Romão. Senhora distinta, viuva, que tinha uma cadelita de estimação. Encontrando-se esta doente, recorreu aos serviços do Veterinário José Maria dos Santos, acabando este por frequentar o palácio da Lagoa da Palha e casar com a Baronesa, quinze anos mais velha.

Homem empreendedor, poderia ter-se dedicado à veterinária ou viver dos rendimentos, mas não. ~ comodidade da abastança estagnada, opôs o seu espírito empreendedor, aumentando de forma colossal a área das propriedades e transformando-as, de regiões bravias e pantanosas , em terras de cultivo e arvoredo.

Considerado o homem mais rico de Portugal, com uma fortuna a rivalizar com a dos potentados Europeus, mandou plantar, com requisitos ainda hoje correctos a maior vinha, (Rio Frio), o maior montado de sobro (Herdade da Palma), do Mundo e ainda um grande Olival alinhado, que veio a tornar-se mais tarde, o maior de todos existente em qualquer País.

Verdadeiro percursor da colonização interna, as terras que arroteou e tratou nos concelhos de Palmela, Montijo e Alcochete, (antiga aldeia galega), povoou-as ele, fixando os trabalhadores rurais para o que lhes cedia courelas, promovendo até em jeito de brincadeira inúmeros casamentos.

Aos vinte e sete anos, o homem que viera do nado, tinha assento nas Cortes como deputado e par do Reino, um ano depois participava na primeira Direcção da Associação Central de Agricultura Portuguesa, desdobrando-se entre a política e a agricultura. Aliás, apesar de diversos cargos públicos que desempenhou, e da enorme influência eleitoral no concelho de Setúbal, nunca sacrificou a política à devoção que tinha à terra.

Como dizia um dos seus biógrafos, «movia exércitos de trabalhadores, tanto nas vinhas de Rio Frio como nas Herdades Alentejanas, grandes como domínios senhoriais». A obra levada a cabo revestia-se de tal importância no domínio da agricultura e da colonização interna que D. Carlos houve por bem nomeá-lo par do Reino.

Cedeu gratuitamente o terreno para a construção da estação, dando emprego a muita gente vinda de vários pontos do pais favorecendo a fixação das colunas migratórias, empregando nas suas terras e cedendo por vezes parcelas de terra.

E tão arreigado está o sentimento de gratidão dos Pinhalnovenses que, três anos após a sua morte o povo da terra inaugurava o seu busto em bronze (custeado por subscrição pública) a um homem que fora deputado, par do reino e amigo da família Real.

Nascido pobre e honrado, licenciado em veterinária, deixaria à data da sua morte, em 1913, uma fortuna calculada em dez mil contos e propriedades que se estendiam por uma área superior a quarenta mil hectares, qualquer coisa como quatrocentos quilómetros quadrados de terra.

O seu testamento é a prova mais evidente de que José Maria dos Santos era um homem que amava o progresso da região de Pinhal Novo e o desenvolvimento social dos povos. Podemos assim ficar com uma ideia da grandeza e da generosidade do testamento de José Maria dos Santos.

Testamento de José Maria dos Santos

O testamento de José Maria dos Santos recorda os legados dos velhos senhores feudais. Vale a pena deitar-lhe uma olhadela. À sua ex-tutelada D. Maria Cândida S. Romão de Andrade e a seu marido José Maria Andrade deixou todas as propriedades rústicas e urbanas que possuia em Montemor-o-Novo e Alcácer do Sal. A sua sobrinha Maria Cândida dos Santos Lupi e a seu marido António dos Santos Jorge, deixou todas as propriedades que tinha nos concelhos de Setúbal, Alcochete e Benavente. A seu sobrinho Samuel Lupi, ficaram todas as propriedades que o senhor possuía nos concelhos de Moura e Serpa. Depois deixa a sua sobrinha D. Maria Cândida Jorge 60.000$000 réis; aos habitantes das suas casas da herdae de Palma deixou 1.000$000 réis para serem divididos em partes iguais pelos chefes de familia e a cada um dos seus rendeiros de Lagoa da Palha, Venda do Alcaide, Vale da Vila, Palhota e Pinhal Novo, a quitação do pagamento da renda do ano em que faleceu. E deixou ainda: ao seu amigo Luiz Lamas, 4.000$000 réis; ao seu feitor Elias José Martins, 15.000$000 réis; ao seu antigo criado de quarto, João, 1.000$000 réis; ao seu criado cocheiro, José Martins, 200$000 réis; ao seu afilhado Diogo Rodrigues Mendonça, 3.000$000 réis.

E deixou ainda 1.000$000 réis para serem distribuidos em esmolas, além de grandes quantias a instituições como a Assistência Nacional aos Tuberculosos (2.000$00 réis), Colégio de S. José de S. Domingos de Benfica (1.000$000 réis), Associação Protectora da Primeira Infância (2.000$000 réis) e 1.000$000 réis a cada uma das seguintes instituições: Asilo dos Pobres de Campolide, Asilo de Meninas Cegas, Asilo da Ajuda, Hospitais de Aldeia Galega, Alcochete, Alcácer e Palmela. Deixa ainda a Maria José, filha do seu sobrinho, 20.000$000 réis, e a João Posser de Andrade a quitação das contas entre ambos. Também o feitor da herdade de Palma foi presenteado com 1.000$000 réis. Quanto ao remanescente coube ao seu 1º testamenteiro António dos Santos Jorge e ao 2º testamenteiro Samuel Lupi.

Para se ficar com uma ideia mais aproximada do que representavam estas verbas em 1913, diremos que, nessa altura, e segundo anunciava «O Século» de 19/06/1913, um prédio na Graça, com uma renda de 720$000 réis por ano, custava 7.200$000 réis. Uma mobília de quarto, estilo Luiz XV, podia comprar-se por 120$000 réis. Ainda por essa altura, um automóvel «Michigan» de 20/33 HP, custava 2.000$000, tanto quanto recebeu em testamento a Assistência Nacional aos Tuberculosos. Também por esse tempo, uma incrição para um jantar de luxo num hotel custaria 1$300 réis. Com o dinheiro que recebeu de herança, João, antigo criado de quarto de José Maria dos Santos, poderia tomar 769 dessas refeições.

Podemos, assim, ficar com uma ideia da grandeza e da generosidade do testamento de José Maria dos Santos. E encontraremos mais uma explicação para o facto de, não se encontrar testemunhos negativos ou críticos da personalidade do lavrador.

O que é difícil de entender é a imensa cortina de silêncio que tem vindo a encobrir a memória desse homem. Silêncio e algum mistério. Como é que o filho do ferrador Caetano dos Santos se torna um dos homens mais abastados do país? E como é que, no fim da sua vida, consegue estender uma mão tão generosa no sentido também dos menos afortunados desta vida?
JMS abandonasse a sua profissão de veterinário, para se dedicar à gestão da fortuna que o casamento Ihe proporcionou.

Nesse sentido, procurou adquirir novas parcelas de terreno, que posteriormente arroteava e cultivava, utilizando os métodos mais modernos, chegando a plantar no Poceirão aquela que viria a ser a maior vinha do mundo, e que ocupava uma área de 2400 hectares, com 6 milhões de cepas, com uma produção anual de 20 a 30 mil pipas de vinho.

As transformações que ocorreram em Portugal no período da Regeneração, com a construção de vias de comunicação e a transformação da estrutura fundiária, tiveram como consequência, um acentuado êxodo rural para as zonas urbanas, provocando o alargamento do espaço económico.

Neste sentido, não podemos separar de toda esta mudança, o desenvolvimento agrícola das zonas que se situam perto da capital e de que Palmela é exemplo, com o alargamento do capitalismo aos campos e a abertura da linha de caminho de ferro do sul em 1861. O comboio passou a assegurar o transporte das pessoas e da produção agrícola, onde os solos arenosos propícios para a cultura da vinha contribuíram de forma decisiva para o seu sucesso foi José Maria dos Santos que iniciou os arroteamentos, utilizando novos processos de trabalho, recorrendo a maquinaria para as arroteias e para a plantação da vinha, com recurso adubos químicos, para rentabilizar os lucros da produção vinícola, de forma a satisfazer o mercado interno e externo.

A exploração das grandes propriedades, com carácter intensivo, tinha necessidade de trabalhadores sazonais, uma vez que a mão de obra local não satisfazia as necessidades do mercado de trabalho, o que conduziu à vinda e posterior fixação nesta zona, de populações vindas do litoral beirão e da região do baixo Mondego. Instalaram-se em localidades já existentes, como Pinhal Novo, em casais isolados ou em de novos aglomerados criados para o efeito. Cultivada nas grandes propriedades sob um regime de monocultura a vinha deteve a supremacia económica no concelho de Palmela. A quebra significativa exportação de vinhos, e o alastramento da filoxera por volta de 1872, que destruiu grandes áreas de vinha, entre as quais a da já referida "maior vinha do mundo" que seria posteriormente reconvertida em Pinhal provocou a sua regressão.

No entanto, a situação é inversa no que diz respeito à pequena propriedade, onde se nota uma aposta no incremento na produção agrícola.

Apesar de alguma estagnação nos anos 40/50 do nosso século, assiste-se ainda à expansão da vinha em explorações de menores dimensões, periféricas às grandes propriedades e que ainda hoje desempenham um papel importante na produção vinícola e na economia local.

António José Santos in Jornal do Pinhal Novo, Ano 1, Nº5

Homem de modesta ascendência, José Maria dos Santos tornou-se em poucos anos figura proeminente e poderosa no sector da agricultura Portuguesa no último quartel do séc. XIX.

Mercê de invulgar capacidade de trabalho, de perseverança, de dinamismo, autêntico génio empresarial, onde não faltava a audácia, o pulso de ferro, a bonomia, a visão a longo prazo...

Títulos nobiliárquicos rejeitou-os a eito. D. Carlos, de quem era amigo, pretendeu distingui-lo. Seu nome era o seu brasão, inteligência e trabalho de que justamente se orgulhava.

Licenciado em Veterinária, conta a tradição popular que foi a sua profissão que o uniu à Baronesa de S. Romão. Senhora distinta, viuva, que tinha uma cadelita de estimação. Encontrando-se esta doente, recorreu aos serviços do Veterinário José Maria dos Santos, acabando este por frequentar o palácio da Lagoa da Palha e casar com a Baronesa, quinze anos mais velha.

Homem empreendedor, poderia ter-se dedicado à veterinária ou viver dos rendimentos, mas não. ~ comodidade da abastança estagnada, opôs o seu espírito empreendedor, aumentando de forma colossal a área das propriedades e transformando-as, de regiões bravias e pantanosas , em terras de cultivo e arvoredo.

Considerado o homem mais rico de Portugal, com uma fortuna a rivalizar com a dos potentados Europeus, mandou plantar, com requisitos ainda hoje correctos a maior vinha, (Rio Frio), o maior montado de sobro (Herdade da Palma), do Mundo e ainda um grande Olival alinhado, que veio a tornar-se mais tarde, o maior de todos existente em qualquer País.

Verdadeiro percursor da colonização interna, as terras que arroteou e tratou nos concelhos de Palmela, Montijo e Alcochete, (antiga aldeia galega), povoou-as ele, fixando os trabalhadores rurais para o que lhes cedia courelas, promovendo até em jeito de brincadeira inúmeros casamentos.

Aos vinte e sete anos, o homem que viera do nado, tinha assento nas Cortes como deputado e par do Reino, um ano depois participava na primeira Direcção da Associação Central de Agricultura Portuguesa, desdobrando-se entre a política e a agricultura. Aliás, apesar de diversos cargos públicos que desempenhou, e da enorme influência eleitoral no concelho de Setúbal, nunca sacrificou a política à devoção que tinha à terra.

Como dizia um dos seus biógrafos, «movia exércitos de trabalhadores, tanto nas vinhas de Rio Frio como nas Herdades Alentejanas, grandes como domínios senhoriais». A obra levada a cabo revestia-se de tal importância no domínio da agricultura e da colonização interna que D. Carlos houve por bem nomeá-lo par do Reino.

Cedeu gratuitamente o terreno para a construção da estação, dando emprego a muita gente vinda de vários pontos do pais favorecendo a fixação das colunas migratórias, empregando nas suas terras e cedendo por vezes parcelas de terra.

E tão arreigado está o sentimento de gratidão dos Pinhalnovenses que, três anos após a sua morte o povo da terra inaugurava o seu busto em bronze (custeado por subscrição pública) a um homem que fora deputado, par do reino e amigo da família Real.

Nascido pobre e honrado, licenciado em veterinária, deixaria à data da sua morte, em 1913, uma fortuna calculada em dez mil contos e propriedades que se estendiam por uma área superior a quarenta mil hectares, qualquer coisa como quatrocentos quilómetros quadrados de terra.

O seu testamento é a prova mais evidente de que José Maria dos Santos era um homem que amava o progresso da região de Pinhal Novo e o desenvolvimento social dos povos. Podemos assim ficar com uma ideia da grandeza e da generosidade do testamento de José Maria dos Santos.

Testamento de José Maria dos Santos

O testamento de José Maria dos Santos recorda os legados dos velhos senhores feudais. Vale a pena deitar-lhe uma olhadela. À sua ex-tutelada D. Maria Cândida S. Romão de Andrade e a seu marido José Maria Andrade deixou todas as propriedades rústicas e urbanas que possuia em Montemor-o-Novo e Alcácer do Sal. A sua sobrinha Maria Cândida dos Santos Lupi e a seu marido António dos Santos Jorge, deixou todas as propriedades que tinha nos concelhos de Setúbal, Alcochete e Benavente. A seu sobrinho Samuel Lupi, ficaram todas as propriedades que o senhor possuía nos concelhos de Moura e Serpa. Depois deixa a sua sobrinha D. Maria Cândida Jorge 60.000$000 réis; aos habitantes das suas casas da herdae de Palma deixou 1.000$000 réis para serem divididos em partes iguais pelos chefes de familia e a cada um dos seus rendeiros de Lagoa da Palha, Venda do Alcaide, Vale da Vila, Palhota e Pinhal Novo, a quitação do pagamento da renda do ano em que faleceu. E deixou ainda: ao seu amigo Luiz Lamas, 4.000$000 réis; ao seu feitor Elias José Martins, 15.000$000 réis; ao seu antigo criado de quarto, João, 1.000$000 réis; ao seu criado cocheiro, José Martins, 200$000 réis; ao seu afilhado Diogo Rodrigues Mendonça, 3.000$000 réis.

E deixou ainda 1.000$000 réis para serem distribuidos em esmolas, além de grandes quantias a instituições como a Assistência Nacional aos Tuberculosos (2.000$00 réis), Colégio de S. José de S. Domingos de Benfica (1.000$000 réis), Associação Protectora da Primeira Infância (2.000$000 réis) e 1.000$000 réis a cada uma das seguintes instituições: Asilo dos Pobres de Campolide, Asilo de Meninas Cegas, Asilo da Ajuda, Hospitais de Aldeia Galega, Alcochete, Alcácer e Palmela. Deixa ainda a Maria José, filha do seu sobrinho, 20.000$000 réis, e a João Posser de Andrade a quitação das contas entre ambos. Também o feitor da herdade de Palma foi presenteado com 1.000$000 réis. Quanto ao remanescente coube ao seu 1º testamenteiro António dos Santos Jorge e ao 2º testamenteiro Samuel Lupi.

Para se ficar com uma ideia mais aproximada do que representavam estas verbas em 1913, diremos que, nessa altura, e segundo anunciava «O Século» de 19/06/1913, um prédio na Graça, com uma renda de 720$000 réis por ano, custava 7.200$000 réis. Uma mobília de quarto, estilo Luiz XV, podia comprar-se por 120$000 réis. Ainda por essa altura, um automóvel «Michigan» de 20/33 HP, custava 2.000$000, tanto quanto recebeu em testamento a Assistência Nacional aos Tuberculosos. Também por esse tempo, uma incrição para um jantar de luxo num hotel custaria 1$300 réis. Com o dinheiro que recebeu de herança, João, antigo criado de quarto de José Maria dos Santos, poderia tomar 769 dessas refeições.

Podemos, assim, ficar com uma ideia da grandeza e da generosidade do testamento de José Maria dos Santos. E encontraremos mais uma explicação para o facto de, não se encontrar testemunhos negativos ou críticos da personalidade do lavrador.

O que é difícil de entender é a imensa cortina de silêncio que tem vindo a encobrir a memória desse homem. Silêncio e algum mistério. Como é que o filho do ferrador Caetano dos Santos se torna um dos homens mais abastados do país? E como é que, no fim da sua vida, consegue estender uma mão tão generosa no sentido também dos menos afortunados desta vida?

2008/02/11

" Se eu tivesse uma varinha de condão"


Certo dia uma rapariga chamada Sandra que vivia num reino muito cheio de regras e então ela vivia triste e só porque como tinha quebrado uma regra teve um castigo que durava a vida inteira, mas só se lembrava de ter faltado uma vez à escola por estar doente e teve esse enorme castigo para a vida inteira. Então pediu aos guardas para sair daquela prisão para que pudesse ir falar com o rei seu pai e disse:

-Meu pai eu preciso de algo mágico para puder ficar o resto da minha vida em paz e sossego naquela prisão!

-Minha querida filha eu sou rei mas não mando em tudo infelizmente ,mas vais guardar em segredo o que eu vou dizer e dar porque quem te prendeu não te pode tirar nada do que te darei!

-Então é assim :vou-te dar uma varinha de condão que era da tua falecida mãe que sempre desejou que tu fosses uma fada como ela e que mudasses o mundo para um paraíso para todas as crianças e adultos pudessem viver em paz e não houvesse mais guerras!

-Assim farei meu pai e realizarei o desejo da minha falecida mãe!

Então ela meteu a varinha à sua frente e disse:

-Cumprirei, cumprirei o desejo da minha mãe!

Logo de seguida ela transformou-se numa deusa do mundo.

A primeira coisa que ela fez foi parar com a guerra, depois com o tabaco, depois as drogas que andam a matar toda a gente aos bocados, depois foi o álcool, logo a seguir fez cura para todas as doenças e cancros, depois fez tudo em espaços verdes e tudo natural e nada artificial e fez com que todas as pessoas boas, saudáveis e amigas do ambiente e fez o desejo da sua mãe que todo o mundo fosse um paraíso em paz e sossego tranquilo, sem pobres, bandidos e podiamos viver sem difilcudades.

Era tão bom que isto se tornasse realidade porque o mundo aos bocados sem nos apercebermos vai-se destruindo bocadinho a bocadinho.

E acaba esta história que toda a gente quereria que se tornasse realidade.


Inês 4ºB

2008/02/10

Carro a Hidrogénio






OLÁ!!! Eu sou o Miguel Trinca. Visitei na Escola Secundária de Pinhal Novo uma exposição sobre ciência. Nesta exposição vi, entre outras coisas, como funcionava o carro de Hidrogénio.
O funcionamento do carro era possível, deste modo: primeiro transforma-se o oxigénio em hidrogénio; é este hidrogénio que depois se coloca, passados alguns minutos, no carro!
Este carro, não é um carro qualquer, é um carro especial: é um carro pequenino que anda, movido a hidrogénio. Em cima de uma mesa, ele anda às voltas se virarmos as rodas. É muito giro sabiam?!
Achei giro o carro e muito divertido. Aqui têm uma imagem dele:



Tudo ao contrário

"Era uma vez uma rapariga tão limpa, tão limpa, tão limpa que só se vestia de branco. E tapava-se com um plástico transparente para não lhe cair um grãozinho de pó.
Era uma vez um rapaz tão sujo, tão sujo, tão sujo que ninguém sabia a cor da sua roupa. Tinha nódoas verdes, amarelas, vermelhas, pretas, de todas as cores."



É assim que começa a história " A rapariga limpa, o rapaz sujo" do livro "Tudo ao contrário" da autoria de Luísa Ducla Soares. Estivémos a ouvir esta história na sexta-feira.
A professora contou a história até quase ao fim, mas depois parou e os alunos tiveram que inventar um final.
O livro está na nossa sala e tem mais 3 histórias. Se quiserem peçam aos vossos professores para vos ler. É bem engraçado e divertimo-nos muito a ouvi-lo.

2008/02/08

" Todos diferentes Todos iguais"

Todos Diferentes Todos Iguais
Gostei muito do poema. É honesto.E é a verdade.
Isto é para as pessoas não gozarem com as pessoas de cor diferente .O que impota é por dentro por mim isso não interessa. Eu tenho muitos amigos de cor diferente da minha eu nao gozo nem a brincar,eu brinco com eles faço as minhas brincadeiras com eles, partilho com eles."Somos todos diferentes e todos iguais".Há pessoas que gozam com os outros da outras cores.Eu digo-lhes que eles também não são perfeitos ou são o super-homem se eles são de uma cor é porque são normais!!!Ah, e também não gostavam que os outros gozassem com eles!!!
Pedro Santos 4º B

"O Racismo é um Defeito"

Hà pessoas parvas que nao gostam das pessoas pela sua cor , eu gosto de toda a gente menos as garganeirras e ambiciosas.


O que conta é a amizade
seja Chinês ou Inglês
tem o direito da liberdade.

Todas as crianças têm de ser parentes
sejam ricas ou pobres ou até diferentes.

Todas as crianças devem ser amigas sejam feias ou bonitas , pobres ou ricas .

As crianças têm o direito a comer e brincar, saltar e cantar!


Rafael Crispim 4ºB

Palavras com "ra" (R + A = RA)

Garra
Errado
Rádio
Rainha
Rabo
Radar
Zebra
Aranha
Larápio
Rápido

2008/02/07

Visita ao Pinhal Novo

Hoje a turma do 2º e 3º B foi fazer uma visita pelo centro do Pinhal Novo.
Para nos explicar tudo, pudémos contar com a preciosa ajuda da técnica Zélia, do museu municipal de Palmela.

Aqui ficam algumas fotos da visita.




Depois na sala fizemos o relato da visita, e também dissemos o que tínhamos gostado mais:

- Foi de passar pela igreja. Miguel

- Gostei mais do relógio de sol. Jaime

- A exposição estava muito gira. Cristiana P.

- Gostei do relógio de sol. Edgar

- De ir à biblioteca ver a exposição. Sara

- De ver o busto. Marjolene

- De ir à biblioteca. Daniela

- Como era no passado o dia-a-dia. Catarina

- Gostei de saber informações sobre o coreto. Bruno

- Gostei da exposição. Marta

- A estátua do ferroviário. Ana

- Foi de saber que o chafariz podia ser usado por pessoas e animais. Sofia

- Gostei muito do relógio de sol. Rita

- Gostei de ouvis a história de José Maria dos Santos. Inês

- Gostei de ver o busto. Marco

- O que mais gostei foi do relógio de sol. Patrícia

- Gostei do relógio de sol. Sandro

Valeu a pena a visita, porque ficámos a saber muitas coisas sobre a nossa terra.

Contas que dão 9

1+5+3
1+8
6+3
3+3+3
5+3+1
8+1
3+6
5+4
1+1+1+1+1+1+1+1+1
4+5
(9-1)+1
10-1
3+3+2+1
2+2+2+2+1

2008/02/02

Brasões diferentes







Sabem o que isto é?



É o brasão da vila do Pinhal Novo.


É muito bonito, mas quisemos "brincar" um pouco e redecorámos o brasão da nossa vila com umas novas cores.

Aqui ficam os "novos" brasões.




Digam lá se não ficaram muito "catitas"!

Jogo das ilhas

Olá a todos!

Hove vimos falar-vos de um jogo que costumamos fazer nas aulas de expressão dramática. Chama-se "jogo das ilhas" e é muito engraçado, mas é preciso estar com muita atenção.

Para o jogar precisamos de pôr as cadeiras da sala, ao lado umas das outras, em direcções diferentes.

Depois subimos lá para cima, a cadeira é a nossa ilha. Quando todos estamos em cima das cadeiras, temos que nos pôr por ordem alfabética, passando pelas ilhas. Mas atenção! Neste jogo não se pode falar, apenas podemos usar gestos, porque se falarmos os "tubarões" ouvem-nos e atacam!

Se alguém cair, "afoga-se" e sai do jogo.


Experimentem a jogar nas vossas salas e depois contem-nos como correu.